quarta-feira, 3 de abril de 2013
O preferido da ninhada
Não sei não
[te vigiar.
Como soldados que espetam suas pernas amputadas.
Você é minha dor fantasma.
No lago que eu te vejo nadar de braçada.
Nada! Pula do balanço de pneu. Faça.
De nós
Eu tive um infarto de revés. Que aperta, aperta tanto.
Se confunde com saudade e não é.
é só medo e cicatriz. Tão feia quanto queimadura.
Essa herança de angústia ...
Você é meu filhote manco que passou por entre as grades para o imenso orquidário.
terça-feira, 19 de março de 2013
E em um dia que não importa o céu.
Você está deitado no meu colo.
Com os olhinhos sorridentes de homem, como daquele cara. E eu enrolo cada mecha porque sei onde coloca-las.
Sei então entrar na tua casa e repintar os sótãos.
Abrir as janelas. NÃO.
Tento trabalhar com as cortinas, ecerar o chão (ainda se faz isso?).
Varro com vassoura de piaçava pelo gosto do Blasé.
Não gosto de café, mas te faço litros.
Gosto do cheiro teu quando encontra a xícara.
Aí deita, para enrolarmos mechas, olhos e lençóis.
Acaba com tudo.
Quem se importa?
Pano se lava, sexo não.
Dos meus segundos de paz suprema, abro os olhos.
E continua não me importar o céu.
Mas nunca estás no meu colo.
Está ao meu lado.
Com uma mão procura uma chave.
Inútil.
Ela está no meu bolso. Enquanto eu remexo a fechadura do portão.
E lá, de mãos dadas, olhando para os lados ...
Quem quer entrar? Quem quer atravessar?
A solidão é tão autodidata.
O amor tão disléxico.
E sempre nos restam 24 horas.
Laís Castro
Você está deitado no meu colo.
Com os olhinhos sorridentes de homem, como daquele cara. E eu enrolo cada mecha porque sei onde coloca-las.
Sei então entrar na tua casa e repintar os sótãos.
Abrir as janelas. NÃO.
Tento trabalhar com as cortinas, ecerar o chão (ainda se faz isso?).
Varro com vassoura de piaçava pelo gosto do Blasé.
Não gosto de café, mas te faço litros.
Gosto do cheiro teu quando encontra a xícara.
Aí deita, para enrolarmos mechas, olhos e lençóis.
Acaba com tudo.
Quem se importa?
Pano se lava, sexo não.
Dos meus segundos de paz suprema, abro os olhos.
E continua não me importar o céu.
Mas nunca estás no meu colo.
Está ao meu lado.
Com uma mão procura uma chave.
Inútil.
Ela está no meu bolso. Enquanto eu remexo a fechadura do portão.
E lá, de mãos dadas, olhando para os lados ...
Quem quer entrar? Quem quer atravessar?
A solidão é tão autodidata.
O amor tão disléxico.
E sempre nos restam 24 horas.
Laís Castro
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